Participação na organização do povo

Trabalhar pelo bem comum é um dever de todos os cristãos

Encarte catequético

O
texto de Êxodo 18,13-27 nos mostra a participação efetiva de Moisés e Jetro na organização do povo. Nele encontramos o conselho que Jetro deu a Moisés, para compartilhar com outras pessoas a tarefa de julgar as demandas que lhes eram trazidas. Era uma tarefa difícil para apenas uma pessoa e, por isso, havia a necessidade de colocar em prática o conselho recebido: “Esclarece o povo a respeito dos decretos e das leis, e dá-lhe a conhecer o caminho a seguir e o que deve fazer. Mas procura entre todo o povo pessoas de valor que temem a Deus, dignas de confiança e inimigas do suborno, e estabelece-as como chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dez pessoas. Elas julgarão o povo em casos cotidianos. A ti levarão as questões de importância maior, decidindo elas mesmas as menores. Assim ficarás aliviado”(cf. Ex 18,20-22). Moisés fez como lhe foi aconselhado por Jetro.
Ele contou com a grande participação das pessoas, às quais convocou e instruiu para a missão. Elas também ajudaram na tarefa de organizar e instruir o povo a respeito da vontade de Deus. Para tal, precisaram conhecer bem as leis dadas por Ele. Porque o povo precisava seguir essas leis e, assim, ser conhecido como o povo de Deus, que foi libertado para viver em harmonia e com justiça. Seus líderes precisavam agir corretamente com todos. No texto aparece apenas o nome de Moisés e de Jetro, mas muitos outros atuaram, embora tenham ficado anônimos.
Também hoje, todos nós precisamos colaborar com a nossa organização. Precisamos nos colocar à disposição, e aceitar os convites a nós oferecidos. Também é preciso que conheçamos a Lei de Deus e as demais leis, para sabermos reivindicar nossos direitos e ensinar às pessoas como viver em harmonia, justiça e paz. A participação popular é fundamental porque um povo esclarecido e organizado sabe lutar pelo seu desenvolvimento. É tarefa de cada um ajudar na organização do povo e respeitar o valor de cada ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus, e saber ser honesto e inimigo do suborno. A justiça só é aplicada quando há imparcialidade no julgamento do direito de cada pessoa.
Como leigas e leigos somos convocados a atuar não apenas nas pastorais, o que é muito importante, mas também de acordo com os valores do Evangelho na política e nas demais organizações sociais. A atuação cristã é fundamental nos conselhos comunitários, nos sindicatos e em muitos outros espaços. Inúmeras entidades necessitam de nossa participação. O papa Francisco nos convoca a “atuar na política, porque ela é uma das melhores formas de caridade, porque procura o bem comum e trabalhar pelo por esta causa é um dever de toda pessoa cristã”. Assim, somos chamados a levar o Evangelho para essas entidades, porque não podemos ficar de braços cruzados.

Publicado no Jornal Missão Jovem de Março de 2018

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