Natã ajuda Davi a reconhecer seu crime

Atitudes simples e coerentes são as mais eficazes para que o outro perceba suas ações

O
rei Davi foi ungido por Samuel, a mando de Deus, para que aplicasse a justiça e guiasse o povo de forma honesta, pensando apenas no bem de sua gente. Mas, após tomar para si a mulher de Urias, que era um soldado de seu exército, e de provocar a morte dele, o profeta Natã condena a sua atitude e faz com que ele tome consciência de seu crime (cf 2Sm 11,1 – 12, 9).
O profeta Natã, de forma sutil e muito eficaz, faz com que o Rei tome consciência de sua perversidade.
A mulher de Urias, Betsabeia, era muito bonita e, por isso, foi cobiçada pelo rei Davi. Ela não teve como dizer não ao rei, uma vez que “Davi enviou mensageiros e eles a tomaram e a levaram até ele. E ele se deitou com ela, que tinha acabado de se purificar de suas regras. Depois ela voltou para casa” (2 Sm 11,4). Uma atitude egoísta e machista do rei que usou de uma mulher para seu prazer.
Diante da situação que se desenvolveu depois que a mulher ficou grávida do rei, enquanto seu marido estava em combate, Davi procurou fazer com que o soldado voltasse para casa e coabitasse com sua esposa. Mas, Urias foi mais leal a seus companheiros que estavam em campo de batalha, e não se aproximou de sua mulher. Assim, Davi encontrou apenas uma saída: mandou matar Urias pela espada de seus adversários. Dois crimes são imputados ao rei: adultério e assassinato. E ele não tomou consciência disso. A atitude de Natã foi providencial em fazer com que Davi condenasse a atitude de uma pessoa que agiu como ele, como réu de morte.

Encarte Catequético

Ovelha roubada

A história construída por Natã era sobre um homem que teve sua única e querida ovelha roubada e morta. Davi ficou indignado e disse que tal pessoa merece a morte. E Natã indica que foi ele, Davi, quem teve tal atitude, ao roubar Betsabeia e matar seu marido: dois crimes que precisaram ser punidos.
Natã usou de uma forma simples e inteligente para fazer com que o rei Davi percebesse sua ação criminosa. Não começou acusando o rei. Contou uma história que fez com que ele se indignasse, à medida que foi sendo contada e, quando chegou ao seu final, Davi quis punir o criminoso, que no caso, era ele mesmo.
Natã fez com que Davi tomasse conhecimento que havia pecado contra a mulher, contra Urias e contra Deus. E Davi reconheceu seu pecado e pediu perdão. Com essa sábia intervenção, Natã nos deixa um bom exemplo de como ajudar pessoas que tenham atitudes como essas, para que possam se arrepender e se corrigir.
De fato, muitas vezes uma pessoa pode deixar de perceber que suas decisões são apenas para satisfazer seus desejos. No entanto, o bem do povo e o respeito às pessoas simples devem ser fundamentais.

Publicado no Jornal Missão Jovem de abril de 2018

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