A luta

Lutar e sofrer: essa é a essência de uma vida digna de ser vivida. (Paulo Coelho)

A luta

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ós amadurecemos e nos tornarmos capazes de lidar com a realidade através dos conflitos da existência. Encontramos muitos contrastes, obstáculos, dificuldades, tanto físicas como psicológicas; morais e espirituais. Em particular, nos desafiam modelos culturais que, se compartilhados, nem sempre são úteis para o nosso crescimento, além da presença daquela tendência que, às vezes, nos leva a buscar experiências e emoções que alienam.

Muitas são as oportunidades negativas que criam dependências, especialmente as oferecidas aos jovens: o álcool e as drogas, que são os “lugares” mais comuns e prejudiciais. E, não menos dramáticas, algumas ferramentas, em si maravilhosas, mal utilizadas, que minam o espírito e inteligência de pessoas, como o uso indiscriminado de mídia moderna com seu conteúdo mais sutil e devastador.

Sabemos que cada alienação encontra, na fraqueza do coração e da inteligência, a janela para entrar em nossas vidas. Só uma forte convicção racional e uma verdadeira força moral, que saiba distinguir e reconhecer o que constrói ou destrói a vida, pode nos proteger de muitos fatores negativos.

O contexto de vida

Para um crescimento saudável e construtivo é crucial o contexto de nossas vidas e dos nossos relacionamentos: família, amigos, oportunidade de dialogar, acolhida dos conselhos e válidas motivações, a vigilância serena de situações e lugares que frequentamos, o  empenho em gestos e momentos de solidariedade. Tudo isso é muito útil para a realização de um equilibrio sério e autêntico, e nos leva a viver uma ascese frutuosa, capaz de dirigir nossas energias para uma melhoria pacífica de nossas vidas. São Paulo, usando metáforas retiradas do mundo do guerreiro, mostra-nos como lutar eficazmente contra as forças do mal. (Ef. 6,10-11.13-18). Nossa luta é, portanto, não apenas de caráter psicológico, mas é espiritual, isto é, ligada às forças interiores negativas, não produzidas por nós mesmos, mas que  moram em nós e nos mantêm em cativeiro (= pecado). Estas energias negativas, este pecado, são facilmente levadas para uma pessoa que vive uma desordem interior feita de preguiça, inércia, amor para o conforto demasiado, medo para o esforço e leviandade. A vida é um dom precioso de Deus. Ele nos conhece e nos sustenta. Na medida em que confiamos Nele, Ele fortalece a nossa coragem e nos dá nova energia. Assim podemos superar situações difíceis, a fim de subir para uma visão sempre mais cristã de nossa existência e, portanto, sempre mais humana e útil.

Perguntas

 

  • Você está lutando para se libertar de algum hábito negativo, que humilha a inteligência e a fé?  A fuga pode ser um bom caminho?
  • Frente à luta interior, contra as negatividades da vida, no desejo de tornar-se maduro, geralmente você escolhe os métodos e meios para afastá-las ou espera que elas vão embora por conta própria?

Publicado no Jornal Missão Jovem de dezembro 2017

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