ACN convida a rezar pelos cristãos perseguidos

Cristão rezando

Dia Internacional de Oração pelos Cristãos Perseguidos é uma forma de promover uma grande corrente de oração em prol de todos que sofrem por acreditarem em Jesus Cristo

 

A
Fundação Pontifícia ACN (Ajuda à Igreja que Sofre), entidade com sede no Vaticano que apoia projetos da Igreja católica em mais de 140 países, promoveu no dia 5 de agosto a quarta edição do Dia Internacional de Oração pelos Cristãos Perseguidos, que neste ano foi marcado por celebrações especiais em seis capitais brasileiras: Belo Horizonte; Curitiba; Florianópolis; Recife; Rio de Janeiro e São Paulo. Nas celebrações, houve a presença de um porta-voz da ACN, que apresentou o suporte que a entidade recebe do papa Francisco e da ajuda que oferece aos cristãos perseguidos no mundo.

Com o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Dia Internacional de Oração pelos Cristãos Perseguidos também convidou todas as paróquias do país a participarem desta corrente mundial a favor dos cristãos que sofrem perseguição religiosa.

Origem

O Dia de Oração pelos Cristãos Perseguidos teve início em 2015 e, desde então, ocorre anualmente no início de agosto, em referência à noite de 6 de agosto de 2014, quando cerca de 100 mil cristãos tiveram de abandonar suas casas na Planície de Nínive, no Iraque, expulsos pelos extremistas do grupo Estado Islâmico. Eles fugiram a pé, somente com as roupas do corpo, sem água, comida, medicamentos e um lugar para ficar. Assim que recebeu as primeiras informações na manhã do dia 7 de agosto, a ACN mobilizou os benfeitores e iniciou campanhas e projetos para socorrer materialmente e espiritualmente os perseguidos e refugiados.

Com esta iniciativa da ACN e o apoio da CNBB, as pessoas passaram a ter mais informações sobre cristãos perseguidos e souberam que, em determinadas partes do mundo, uma pessoa pode morrer simplesmente por usar um crucifixo no pescoço. Os católicos passaram a rezar por esses cristãos, aonde quer que eles estejam, e após três edições do Dia de Oração, os sinais de esperança têm aparecido: em 2014, a estimativa era de que os cristãos no Iraque iriam desaparecer, hoje vemos a Planície de Nínive pacificada e os cristãos retornando e reconstruindo seus lares; também aconteceram várias histórias como o retorno da menina Cristina que, com apenas 3 anos de idade, havia sido sequestrada pelos terroristas do Estado Islâmico em agosto de 2014 e que foi devolvida à família em junho de 2017. Por outro lado, o Dia de Oração pelos Cristão Perseguidos ainda se faz muito necessário, pois em muitas regiões do mundo a perseguição aos cristãos tem aumentado.

Situação preocupante

Atualmente, a perseguição religiosa está presente em muitos países e  a gravidade dos crimes cometidos e seu impacto é ainda pior nos dias de hoje, conforme conclui o relatório “Perseguidos e esquecidos”, editado pela ACN. Além dos ataques realizados por extremistas islâmicos no Iraque, Síria e Egito, existe o massacre imposto pelo Boko Haram, na Nigéria; a perseguição crescente em vários países muçulmanos e estados autoritários, como na Eritreia. Na China, o presidente descreveu o cristianismo como “uma infiltração estrangeira”, proibindo árvores de Natal, cartões de boas festas e padres são detidos rotineiramente. Na Coreia do Norte, a intolerância aos cristãos resulta em castigos extremos e cruéis, como passar fome à força, aborto e relatos de fiéis pendurados em cruzes sobre o fogo ou esmagados por um rolo compressor.

De acordo com a ACN, em novembro será lançado o Relatório de Liberdade Religiosa, que avalia a perseguição religiosa em cerca de 190 países, incluindo o Brasil.

Fonte: ACN

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