Animação vocacional é um compromisso pastoral

Acompanhar os jovens no processo de discernimento por perto significa dedicar tempo e atenção, acompanhar por meio das conversas, visitar nas próprias paróquias e ir ao encontro das famílias é um compromisso pastoral

padre Ace Valdez com alguns jovens

Por padre Ace Valdez, PIME


Sou padre Ace Valdez e venho das Filipinas (Ásia). Há dois anos estou no Brasil e sou um dos animadores vocacionais do PIME. Ainda estou no início dessa minha “aventura missionária”. Nesse pouco tempo, já fui convidado a celebrar missas em várias paróquias aqui em São Paulo. A pergunta mais frequente que as pessoas me fazem após uma missa, é: “Padre, qual é paróquia do senhor?” Sorrindo-lhes, esclareço que não “tenho” uma paróquia “fixa”, mas que sou “itinerante”, por ser um animador vocacional. Ou seja: para ser mais flexível e disponível para acompanhar os jovens de perto, visito várias paróquias e as famílias onde cada um deles vive. Entretanto, nem todos compreendem a resposta, inclusive alguns padres do clero local. Estes me questionam: “E, então, quando terá uma paróquia?” O tom é de brincadeira, mas também de provocação, como se meu trabalho fosse um compromisso inferior. Volto pra casa com um pensamento:

“será que a ‘animação vocacional’ é mesmo um trabalho de segundo plano?”

Agosto é chamado Mês Vocacional. O tema deste ano é “Amados e Chamados por Deus”, e seu lema é: “És precioso aos meus olhos. Eu te amo” (Is 43,1-5). Mais uma vez a Igreja no Brasil nos lembra que cada um de nós é animador/a vocacional: padres, consagrados e consagradas, famílias, paróquias, catequistas e comunidades, somos amados por Deus, chamados e enviados para animar a todos com a alegria do Evangelho! Seguimos o exemplo de Jesus, o maior animador vocacional. Ele que acreditou, se dedicou, acompanhou, e sobretudo amou os seus doze discípulos, e os enviou como missionários para fazerem o mesmo.

Acompanhar um jovem na busca do sentido da própria vida, e vê-lo amadurecer a cada encontro, não é obra de segundo plano, não! Ir ao encontro das famílias e paróquias desses jovens é aceno missionário. Da mesma forma, ser acolhido por elas para uma refeição em clima familiar, generoso e afetuoso, é um gesto pastoral fora do padrão, que, de fato, me permite conhecer melhor este país ao qual Deus me chamou como missionário.

Então, retorno àquela pergunta: “Será que a ‘animação vocacional’ é um compromisso inferior?” Claro que não! Mas é, sim, um pacto desafiador e motivo de alegria, como as demais missões em que a Igreja é empenhada. “A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos”, disse o Senhor. Peçamos, pois, ao dono da lavoura que envie mais trabalhadores para a sua colheita!


editorial publicado na edição de Agosto do Jornal Missão Jovem. Jovem, já pensou em ser missionário do PIME? Entre em contato e clique no link: Contato Vocacional


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