Como promover a empatia em sala de aula com ajuda da neurociência

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Neurocientista aponta como os professores podem trabalhar a empatia em sala de aula para que os alunos se “conectem” através das emoções

 

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iretamente ligada ao altruísmo e à disposição em ajudar, a empatia é uma capacidade psicológica para sentir o que sentiria outra pessoa, caso estivesse na mesma situação. Trata-se de um vínculo afetivo e intuitivo que faz com que os indivíduos, por mais diferentes que sejam, sintam-se conectados. E isso só é possível graças à capacidade de se colocar no lugar do outro.

Parte do nível de empatia de uma pessoa é influenciada pela genética. O restante, porém, vai depender das experiências realizadas ao longo da vida. Dessa forma, quanto mais uma criança ou adolescente for estimulado a ser empático, maior será a chance de que se torne um adulto disposto a ajudar os demais, o que, a longo prazo, pode promover uma verdadeira transformação social.

A neurociência acaba de descobrir que é possível treinar o cérebro a ser empático. E boa parte desses treinos pode ser realizada em dinâmicas em sala de aula. Cabe aos professores, portanto, a tarefa de orientar seus alunos – e também aprender com eles.

COMO FUNCIONA

Em artigo publicado no site Porvir, a neurocientista Laiali Chaar selecionou algumas atividades que ajudam a treinar a empatia. Confira:

  •    Estudar música é uma das maneiras de desenvolver a empatia. Isso porque cada música transmite um sentimento e, para tocá-la é preciso entender cada um deles.
  •    Um estudo publicado na revista científica Science, mostrou que o hábito de ler livros de ficção aumenta a empatia e a compreensão com outras pessoas. Isso porque, para compreender os personagens e os conflitos das histórias, é preciso sentir empatia por eles.
  •    Dançar em dupla também trabalha a empatia pelo estímulo da comunicação não verbal. A dança tem esse efeito até mesmo em pessoas com autismo ou esquizofrenia.
  •    Algumas ações como meditar, observar outra pessoa sendo tocada ou abraçada, ou simplesmente ter contato com a natureza podem ativar áreas do cérebro associadas à empatia.

Conforme a neurocientista, incluindo essas atividades em suas aulas, educadores podem ensinar mais do que conteúdos lógico-matemáticos, biológicos ou linguísticos aos jovens. “Ao treinar a capacidade da empatia é possível transformar a sociedade”, diz ela.

 

Publicado no jornal Transcender de novembro/dezembro de 2018 – edição nº 47

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