Campeões do Esporte

Aos oito anos, Gianluca Crittino tornou-se um exemplo de jogo limpo. O goleirinho confirmou um gol legítimo, sofrido por ele: “Eu só fui honesto com o árbitro”

 

E
m tempos de competitividade e de querer vencer sempre, um menino italiano mostrou, em um único gesto, que poderia ser diferente. Em uma simples partida de futebol teve uma atitude exemplar ao dizer ao árbitro que o gol que este havia dado a seu time, não era válido. “O árbitro estava errado e eu o corrigi, mesmo que tenha prejudicado a mim e ao meu time. Isso, ninguém me ensinou e não aprendi imitando a televisão. Foi algo espontâneo. Só isso”. Para Gianluca é natural jogar bola corretamente. Ele não quer ser chamado de herói ou algo parecido: foi um exemplo de jogo limpo e de honestidade.
Gianluca tem apenas oito anos, mas não teve dúvidas: não quis aceitar a ajudinha inconsciente do árbitro: “O gol dos nossos adversários, que ele cancelou, era válido. Eu tirei a bola de dentro das traves. O gol foi válido”, disse ao árbitro, olhando-o seriamente, enquanto este já havia decidido o contrário.
“Eu disse e fiz a coisa certa, a única a se fazer”, salienta o pequeno campeão do esporte. Essa atitude causou espanto. O que deveria ser normal – assumir a responsabilidade, dizer a verdade – tornou-se excepcional, e então eis aqui o goleirinho projetado na capa dos jornais e mencionado por várias rádios italianas.

Vencer com méritos

Se no futebol alguns fingem sofrer falta para vencer, ou se em qualquer outro esporte o jogador tenta burlar alguma regra para favorecer o seu time, aqui está outro exemplo de honestidade. O atleta espanhol Ivan Fernández Anaya, de 24 anos, não venceu a prova de cross country, em 2012, que aconteceu em Navarra (Espanha). E até hoje ele é lembrando pela sua atitude durante o evento.
O atleta queniano, Abel Mutai, medalha de ouro nos três mil metros com obstáculos nas Olimpíadas em Londres, estava prestes a ganhar a corrida. Mas parou no lugar errado, achando que tinha alcançado a linha de chegada. Ivan Fernández Anaya, o segundo colocado, se aproximou e, em vez de ultrapassá-lo, alertou o líder sobre o equívoco e o conduziu para confirmar a vitória. Em outras palavras, Ivan se negou a conquistar a prova. Ele estava a 10 metros da bandeira da chegada e não quis aproveitar a oportunidade para acelerar e vencer.
Fernandez disse que não merecia ganhar. O atleta declarou ao jornal espanhol El País: “Fiz o que tinha que ser feito. Ele era o real vencedor da prova, liderava com folga e eu não tinha condições de vencer. Ele (Abel Mutai) cometeu um erro e, assim que vi isso, eu sabia que não poderia me aproveitar da situação”.

PARA REFLETIR

É importante notar que em um jogo ou em uma competição há reflexos da sociedade. Atitudes honestas revelam valores cruciais para o bom convívio entre os seres humanos. Que tal, a partir de agora, prestar mais atenção nos jogos que participamos, para que a honestidade seja realmente a verdadeira campeã? Você já presenciou alguma atitude de honestidade? O que acha de compartilhar essa história com os seus amigos?

Publicado no Jornal Missão Jovem de agosto de 2018

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