Cresce o número de moradores de rua na Europa

Levantamento apontou que todos os países europeus, com exceção da Finlândia, vivenciaram um crescimento drástico no número de sem-teto e no custo da moradia |

 

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m estudo recente desenvolvido pela Federação Europeia das Associações Nacionais que Trabalham com os Sem-Teto (Feantsa, na sigla em francês) apontou que o número de sem-teto no continente europeu está crescendo.

Conforme o levantamento (disponível em inglês e francês), todos os países europeus – com exceção da Finlândia – vivenciaram um aumento drástico no número de sem-teto e no custo da moradia nos últimos anos. Os dados de cada país são calculados de acordo com padrões diferentes e, portanto, são difíceis de serem comparados. No entanto, invariavelmente tudo aponta para uma tendência geral bastante inquietante. Além disso, evidencia que mulheres, crianças e migrantes são os mais prejudicados.

Entre os países com o maior aumento de habitantes sem abrigo estão a Inglaterra (crescimento de 169% entre 2010 e 2016), a Irlanda (145% entre 2014 e 2017) e a Bélgica (96% entre 2008 e 2016). Os países que sofreram os aumentos mais extremos nos custos de habitação são Bulgária, Inglaterra, Portugal, República Tcheca e Polônia. Em toda a Europa, os sem-teto vivem cerca de 30 anos menos do que o resto da população e, em média, moram nas ruas por mais de 10 anos.

De acordo com a Federação, as causas do crescimento de moradores de rua estão relacionadas à piora da crise social e um crescimento cada vez maior da desigualdade entre ricos e pobres.

Com informações do jornal alemão Deutsche Welle

 

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