Educar e promover a cultura da paz

É urgente implementar uma nova pedagogia que vise uma educação que privilegia o respeito mútuo entre os povos e a colaboração das pessoas entre si

 

“A todos os membros da Igreja, povo da vida e pela vida, dirijo o mais premente convite para que, juntos, possamos dar novos sinais de esperança a este nosso mundo, esforçando-nos para que cresçam a justiça e a solidariedade e se afirme uma nova cultura da vida humana, para a edificação de uma autêntica civilização da verdade e do amor.”
(João Paulo II – Evangelium Vitae, 1995)

 

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omo parte das reflexões sobre a “Educação à Mundialidade e Interculturalidade” reiteramos o objetivo desse trabalho: despertar o ser humano para a busca da Paz, visando à construção de uma sociedade justa e solidária no respeito e na valorização da diversidade; de todas as diversidades! Um projeto educativo que promova o diálogo intercultural será o caminho privilegiado para promover e desenvolver a cultura de Paz nos moldes propostos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco): “Um conjunto de valores, atitudes, tradições, comportamentos, e modos de vida fundados sobre uma série de aspectos; como, o respeito à vida, ao princípio de soberania, aos direitos humanos, à promoção de igualdade entre homens e mulheres e à liberdade de expressão. Resolver pacificamente os conflitos, responder às necessidades planetárias, promover o desenvolvimento entre os povos”.

Inclusive, sensibilizados pelas solicitações da Igreja para sermos promotores da Paz, acolhemos a proposta que o papa Paulo VI fez à Igreja e ao mundo: “dirigimo-nos a todos os homens de boa vontade, para exortá-los a celebrar o ‘Dia da Paz’, em todo o mundo, no primeiro dia do ano civil, 1 de Janeiro de 1968. Desejaríamos que depois, cada ano, esta celebração se viesse a repetir, como augúrio e promessa, no início do calendário que mede e traça o caminho da vida humana no tempo que seja a Paz, com o seu justo e benéfico equilíbrio, a dominar o processar-se da história no futuro. Nós pensamos que esta proposta interpreta as aspirações dos povos, dos seus governantes e das entidades internacionais que intentam conservar a Paz no mundo”.

Um longo caminho resta a ser percorrido para tornar universal e operante esta mentalidade. Precisamos urgentemente implementar uma nova pedagogia visando educar as novas gerações para o respeito mútuo entre as diversas culturas e povos, para a fraternidade dos povos e para a colaboração das pessoas entre si, em vista de um progresso e desenvolvimento fundamentado nos valores da Paz.

Por isso o papa João XXIII dizia: É preciso falar sempre de Paz. É preciso ensinar ao mundo a amar a Paz, a construí-la e a defendê-la […], é preciso despertar, nos homens do nosso tempo e das gerações vindouras, o sentido e o amor da Paz, fundada na verdade, na justiça, na liberdade e no amor. (Pacem in Terris).

Perante os desafios de uma sociedade multicultural, as instituições de ensino são desafiadas a buscar novos caminhos pedagógicos para uma abertura, cada vez maior, à pluralidade cultural, religiosa, e ao respeito às diferenças.

A promoção da Paz deve ter prioridade no “Projeto Político Pedagógico” tanto na escola pública quanto na escola católica.

 

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