Importância da formação do catequista para educar na fé

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Encontro de Catequistas do Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Campos dos Goytacazes/RJ)

Somente um catequista com boa formação será capaz de preparar discípulos de Jesus comprometidos com a causa do Evangelho

 

“Existem dons diferentes, mas um único Espírito; existem ministérios diferentes, mas um único Senhor.” . Essa afirmação do apóstolo Paulo (Cor 12, 4-5) confirma que a missão da Igreja se desenvolve em comunhão de serviços e para um único fim: anunciar e educar a fé na Pessoa e proposta de Jesus Cristo. Por isso, há diferentes chamados e, entre eles, os que anunciam e educam na fé – catequistas – para quem a Igreja dedica uma atenção especial: “No conjunto de ministérios e serviços, com os quais a Igreja realiza sua missão evangelizadora, ocupa lugar destacado o ministério da catequese” (Diretório Geral da Catequese, nº 219).

Mas, por que a Igreja zela tanto por esse ministério? Vamos lá: a palavra ministério tem um significado amplo. Ela condensa toda a ação de Jesus que veio servir a humanidade, concretizando a vontade divina de que “todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10). E a catequese é primordial, por ser o início desse serviço ministerial, abrangente e permanente. Explico a seguir:

Abrangente, porque é um serviço que se realiza de modo conjunto por pais, sacerdotes, religiosos, leigos, em comunhão com seus pastores; uma vocação participativa de todos os membros da comunidade empenhados no crescimento da fé em Cristo.

Abrangente, por considerar as diferentes etapas da vida humana (idosos, adultos, jovens, adolescentes, crianças); abrangente, por ser um ministério de acolhida, incluindo deficientes, marginalizados, grupos diferenciados (profissionais, artistas, universitários, migrantes, etc.); abrangente, por sua abertura aos diversos ambientes (rural e urbano), ao contexto sócio-religioso (popular, ecumênico, inter-religioso) e ao contexto sociocultural (comunicação e linguagem). “As alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo”. (Gaudium et Spes, nº1). Portanto, faz parte do anúncio catequético a vida humana e tudo aquilo que a envolve.

A formação é aquele espaço valioso que, além de proporcionar conteúdo seguro do objeto da fé, confere aos ministros segurança e alegria no anúncio
do Evangelho

Permanente, porque o ministério catequético é um processo para a vida toda, desde a concepção até a morte. A fé é dom do Espírito, mas também herança de nossos pais, fruto do ambiente sócio-eclesial. É uma opção radical, de compromisso até a oferta definitiva, quando não necessitaremos mais da fé, porque veremos Deus face a face. A educação da fé não é um momento pontual, mas um cultivo ao longo de toda a vida, “até que o Cristo se forme em vós” (Gal. 4,19).

O ministério catequético não se improvisa. Pense no perigo de se improvisar um médico para uma cirurgia de vida ou morte. Improvisar educadores da fé vai nesse mesmo raciocínio. E dele decorre a importância de estarmos continuamente em formação como catequistas e evangelizadores.

O Diretório Nacional de  Catequese pede ao catequista amplo conhecimento da Palavra de Deus, da Igreja e de tudo o que possa interferir na maturação da fé (nº 146). E insiste: “O momento histórico em que vivemos, com seus valores e contravalores, desafios e mudanças, exige dos evangelizadores preparo, qualificação e atualização” (nº 252). Nesse contexto, a formação catequética de homens e mulheres ‘é prioridade absoluta’ (nº 234). Não um saber teórico, isolado, mas um conhecimento em estreita conexão com o ser (pessoa) e o saber fazer (metodologia) do catequista. Só um/a catequista bem preparado será capaz de formar discípulos de Jesus comprometidos com a causa do Evangelho, testemunhas de um serviço humilde e despojado.

 

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