Isabel e Maria: Deus realiza maravilhas

Catequese CaminhandoIrmãos e irmãs muito amados!

Durante o ano de 2017 resgatamos a memória de algumas mulheres citadas no Primeiro Testamento. Nós as consideramos como nossas mães na fé. Na transição entre o Primeiro e o Segundo Testamento aparecem, de modo especial, Isabel e Maria. Vamos meditar sobre o encontro destas duas mulheres a partir do texto de Lucas 1,39-56.

Crise e esperança

O evangelho de Lucas apresenta Isabel como uma mulher estéril, esposa do sacerdote Zacarias, ambos de idade avançada. Na mentalidade judaica, o fato de não ter filhos indicava uma situação de castigo e de grande humilhação. Retrata a realidade do povo num momento de crise, sem perspectivas de um futuro feliz. No entanto, a Deus nada é impossível: Ele sempre suscita vida nova.

O próprio nome de Isabel já é anúncio de boa notícia: significa “Deus é plenitude”. Ela dará à luz um filho cujo nome, João, significa “Deus é favorável”. A missão de Isabel e de João é preparar a vinda do Salvador que se dará através de Maria, uma jovem de Nazaré que se coloca numa disposição radical de serviço diante de Deus: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”.

O encontro de grávidas

Maria vai ao encontro de Isabel. A viagem longa (mais de 120 quilômetros) exigia coragem. Ela tudo enfrenta com o objetivo de prestar ajuda a Isabel em seus três últimos meses de gravidez. O amor que Maria tem a Deus se estende ao próximo. É modelo para todas as pessoas que ouvem a Palavra de Deus e a colocam em prática. “Feliz é você que acreditou”, exclama Isabel. Em resposta, a Mãe de Jesus louva a Deus através de um dos cânticos mais belos que se encontram na Bíblia: o Magnificat. É formado por frases tiradas do Primeiro Testamento, o que demonstra que Maria meditava e guardava na memória vários textos da Sagrada Escritura.

Aprendendo com Maria e Isabel 

Ao relatar o encontro entre Maria e Isabel, o evangelista Lucas quer enviar um recado importante para as comunidades cristãs. Refere-se, especialmente, à atenção que se deve dar à Palavra de Deus: precisa ser conhecida, meditada, acolhida e praticada. A prática da Palavra nos leva a sair do mundo individualista para ir ao encontro dos outros; é a “Igreja em saída”, como insiste o papa Francisco. A prática da Palavra também nos leva a promover o diálogo entre as pessoas, as famílias, as Igrejas, as religiões: Deus realiza maravilhas onde se cultivam relações de fraternidade, de justiça e de paz. Isabel e Maria somos nós hoje…

Para dialogar e agir

  1. Ler e contar com as próprias palavras: Lc 1,39-56.
  2. O que mais nos impressiona no encontro entre Maria e Isabel?
  3. Que lições podemos tirar para nós hoje?
  • Concluir com preces espontâneas e o cântico do Magnificat.

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