Uma experiência missionária durante as férias: é possível

MISSÃO NO PARÁ

A jovem Juliana de Sousa, de 28 anos, mora em Londrina-PR. Durante o período de férias, aproveitou para participar de uma experiência missionária no Pará

 

A vontade de fazer missão nasceu em meu coração em 2011, quando frequentava a faculdade. Sempre dizia para mim mesma que, quando terminasse a graduação, iria partir em missão. Só que essa vontade foi, aos poucos, sendo reprimida, por causa do trabalho e dos estágios. Em 2014 conheci um amigo – hoje ele é seminarista do PIME – que me apresentou o projeto Juventude e Missão Permanente (JUMP). A partir daí, o desejo de ir para a missão refloresceu em meu coração.

Durante dois anos participei do JUMP. Depois desse tempo de preparação fui destinada a fazer missão na cidade de Abaetetuba, no Pará. Fiquei lá 15 dias. Foi um período curto. Mas era o tempo que tinha disponível, pois estava de férias do meu trabalho. Contudo, posso afirmar que foi uma experiência inesquecível.

Fui acolhida pelas irmãs Xaverianas e, na primeira semana de missão, auxiliei no centro médico (um pequeno hospital mantido por elas), na preparação de faixas para o evento da Infância e Adolescência Missionária (IAM) e na organização de um bazar. Pude também ajudar a preparar kits de higiene para as grávidas atendidas pela comunidade, além de organizar o estoque de alimentos para os necessitados. Foram dias puxados. Chegava em meu quarto cansada. Porém, vendo o trabalho realizado, ficava feliz.

Vivências de fé

Junto com as irmãs colaborei na catequese dos adultos, assim como na preparação da catequese para as crianças. Foram momentos ricos, nos quais pude partilhar a palavra de Deus com as comunidades periféricas e dar o meu testemunho, o porquê de estar ali, junto a elas. Outra vivência que me marcou durante a missão foi visitar diversas famílias, conhecer as alegrias e dificuldades que cada uma delas vive, e que, apesar das adversidades enfrentadas, a fé as mantém firmes.

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Na segunda semana de missão fui à Fazenda da Esperança. Ajudei as meninas que lá vivem a realizar os trabalhos domésticos. Ouvi partilhas de meninas novas que, desde cedo, haviam caído nas drogas e na prostituição. Foram os dias mais difíceis para mim, pois experimentei o desapego material e pessoal, no sentido de deixar de lado as minhas acomodações.

Depois, fui a uma comunidade ribeirinha para conhecer a realidade do povo que habita naquele lugar. Pude ver que as comunidades, mesmo sem a presença do sacerdote (que vai uma vez por ano), participam ativamente dos movimentos e de cursos de formação, e tudo isso com a dificuldade de ir à igreja de barco.

Diante desta experiência no Pará aprendi a importância do desapego. Aprendi a ouvir o irmão em suas necessidades e a observar as dificuldades que os outros têm, e que eu não sou o centro do universo. Entendi que devo dar mais valor à minha comunidade paroquial e à família que tenho. Aprendi que devo agradecer por ter um trabalho que me sustenta; por ter uma casa para morar e alimentos, pois conheci pais de famílias que não têm um emprego, uma casa e nem mesmo o que comer.

Trouxe comigo as amizades que fiz. Só tenho a agradecer por tudo o que aprendi com esses exemplos de simplicidade e humildade. Guardo-os em meu coração para sempre!

Testemunho publicado no jornal Missão Jovem de setembro de 2018

 

JUMP – JUVENTUDE E MISSÃO PERMANENTE

Na tentativa de impulsionar o carisma missionário entre os jovens, o Pontifício Instituto das Missões Exteriores (PIME) promove os encontros JUMP, voltados à formação por meio de dinâmicas, cursos, palestras culturais, entre outros. Ao todo, são realizados quatro módulos por ano. Saiba mais no seguinte site: www.pimeanimacao.com.br

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