São Sebastião

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Soldado e Mártir.

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O termo “mártir”, de origem, grega, literalmente significa “testemunha” e é aplicado a todos aqueles que são mortos testemunhando o Evangelho.

As gerações de hoje são particularmente sensíveis à sinceridade da pessoa e ao valor do conhecimento interpessoal. O testemunho da fé é um dos momentos mais fortes desse conhecimento interpessoal. Aquele que testemunha permite ao amigo o acesso ao coração que acreditou no anúncio do Evangelho, e mostra que sobre este constrói sua vida a ponto de estar disposto a pagar com a própria vida a verdade de sua experiência de Deus.

Dar a vida pela fé é a forma mais autêntica de anunciar a verdade daquilo que se crê. O papa Paulo VI afirmou que o mundo necessita mais de testemunhas do que de pregadores. Estão aí os mártires para confirmar essa verdade. Não somente os mártires de séculos atrás, mas dos mártires de hoje, da legião de jovens, homens e mulheres, religiosos e leigos que aceitaram a prisão, os campos de concentração, a espada, o fuzilamento, a fome para conservarem o precioso dom da fé.

O século XX e já, também, o século XXI são ricos de testemunhas. A missão não é tanto a palavra: é a vida doada pelo irmão, por Jesus, pela fé. Causa emoção em cada um de nós esses homens e mulheres que passaram pela dor profunda da solidão e da calúnia, pela angústia da condenação à morte e pela execução: eles nos ensinam, a nós que gostaríamos de viver uma fé, ao gosto do freguês, que fomos comprados por um preço muito elevado, a morte e ressurreição do Filho de Deus. Diante do algoz eles gritam seu heroísmo e gritam para cada um de nós: “Não desprezem a fé anunciada, o dom recebido; nenhuma mercadoria, nem a vida podem pagar pela verdade que nos fez conhecer a Deus e experimentar seu amor”.

O martírio do século XX não foi marcado por um decreto legal, como no Império romano, onde o tribunal civil condenava e executava. São Roma – Basílica de São Pedro in Vincolis – São Sebastião, com a coroa do martírio nas mãos, num mosaico do século VII em sua mais antiga representação homens e mulheres que deram a vida por viverem o evangelho, por causa do seguimento de Cristo.

Outra característica do martírio de nossos tempos é o anonimato: vítimas do ódio são os cristãos do dia-a-dia, “obscuras testemunhas da esperança”, nas palavras do Irmão Christian, mártir na Algéria. Sua morte não tem a solenidade de um tribunal, da publicidade, não são mortos diante do povo e da cidade, como na antiga Roma. Não há, para eles, os redatores da “Ata do Martírio”, porque são pobres, desconhecidos, tendo como marca única a fortaleza na fidelidade ao Evangelho da vida. Lembramos aqui o Testamento do Irmão Christian: “Gostaria que a minha Igreja soubesse associar esta minha morte a tantas outras igualmente violentas, esquecidas na indiferença do anonimato”.

E podemos dizer que o martírio de hoje é um julgamento do mundo: sua morte revela o mistério da iniquidade que em tantos períodos domina a história (como o comunismo e o nazismo) e é um dom para a Igreja e o mundo.

É sangue derramado para fecundar a terra com o amor, a compreensão, a justiça, a santidade. De modo semelhante ao sangue derramado na Sexta-feira santa do ano 33: sangue redentor, sangue de expiação pelos pecados do mundo.

É também um julgamento da unidade das Igrejas: o sofrimento, a paixão, a morte das testemunhas católicas, ortodoxas e evangélicas invocam sobre o mundo o Espírito da unidade. João Paulo II afirmou: “no ecumenismo dos santos e dos mártires o ecumenismo é mais convincente… porque a comunhão dos santos fala com voz mais forte do que os motivos de divisões”.

Quem busca, hoje, um sentido para a vida, espera uma resposta dos cristãos: se o homem não tem uma razão pela qual vale a pena morrer, também não tem uma razão para viver.

Isso os mártires oferecem muito bem. Em poucos dias um mártir pode evangelizar um país, pois demonstrou que possuía uma razão para viver.

Celebrar os mártires, conhecê-los, não é motivo para termos prazer na dor. Seria estranho se o convite a seguir ao Senhor fosse acompanhado de um bilhete para o martírio. Com o Papa, afirmamos que é uma possibilidade inerente à fé, mas que é sempre fruto de uma situação injusta, em que o ser humano foi privado de sua liberdade interior e exterior. A memória dos mártires é a proclamação da liberdade humana: não vale a vida sem Deus, não vale a vida sem amor, não vale a vida sem liberdade de crer e de amar.

No final desta publicação oferecemos ao leitor alguns exemplos de mártires dos nossos tempos para que, todos, celebremos a beleza do amor cristão. São Sebastião é testemunha da Igreja antiga. Soldado do imperador Diocleciano, preferiu ser, acima de tudo, soldado de Cristo. Às honras do palácio imperial preferiu a honra do martírio. A cada um de nós, chamados a trilhar suas pegadas, ele proclama o que recebeu: Cristo ressuscitou! Aleluia!

Pe. José Artulino Besen

Informação adicional

Peso 90 g
Dimensões 16 x 21 x 1 cm
Quantidade de Páginas

42

ISBN

85-87409-13-1

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