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1º Fórum Histórico e Geográfico da primeira fase missioneira

O evento conta com apoio da Universidade Federal de Santa Maria, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, da UNISINOS, UNESCO e organizações locais e estaduais como no caso do Grande Projeto Missões que une mais de 300 pesquisadores em torno destes conhecimentos científicos.



Nos dias 1º e 2 de março de 2023, historiadores, geógrafos e pesquisadores de outras ciências afins estarão reunidos no município de São Pedro do Sul, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, para nivelar conhecimento sobre o início da cristianização no Sul do Brasil.

As Missões Jesuíticas dos Guaranis formaram 30 reduções que era um tipo de estrutura colonial prevista para os indígenas, eram povos nos quais congregavam vários cacicados. O novo espaço colonial urbanizado a modo dos povos de espanhóis, porém sem espanhóis morando neles, devia facilitar a instrução religiosa, a vida “política e humana” e a agricultura. Os missioneiros eram de fato os representantes da administração colonial, sendo os principais responsáveis da programação da vida cristã e política. As reduções dos jesuítas lograram desenvolver uma certa autonomia, evitando a submissão aos “encomendeiros” e até a entrada de espanhóis no território dos povos guaranis.



Em sua fase final estiveram distribuídas em número de 7 reduções do lado brasileiro, 15 na Argentina e 8 no Paraguai. Alcançaram grande desenvolvimento: Foram concebidas e fabricadas as ferramentas necessárias. Muito rapidamente, as reduções constituíram o conjunto agrícola mais completo e melhor organizado da América. Todas as profissões artesanais tinham sido introduzidas e prosperavam. Fabricavam relógios, clarinetes, trompetes e tantos outros como nas melhores fábricas da Europa. Os principais artigos exportados pelas reduções eram o mate, o fumo, o algodão, o açúcar, os tecidos de algodão, os bordados, as rendas, os objetos trabalhados em torno, mesas, armários, e baús de madeiras preciosas, esculturas, peles, curtumes e arreios de couro, rosários e escapulários, mel, frutas de todas as espécies, cavalos, mulas, e carneiros, assim como e excedente de diversas indústrias, como a de instrumentos musicais. Todos eram vendidos à Europa, Corrientes, Santa Fé, Buenos Aires e Peru.

O evento estará analisando o início de todo o processo de cristianização, especialmente do lado brasileiro, em que naquele momento foram fundadas 18 reduções. A população nativa foi encontrada em seu estado nativo e culturalmente vivendo suas milenaridades. O modo de como os jesuítas foram conectando sua cultura europeia ao modo de vida dos indígenas será um dos focos das apresentações, bem como a localização das igrejas e comunidades para fixar cartograficamente estes territórios.

Aquele processo reducional inicial iniciado em 1626 na atual área brasileira foi toda expulsa pelos Bandeirantes entre 1637 a 1640, pois buscavam os cristãos indígenas como escravos para suas lavouras. Os reflexos para os acontecimentos futuros como o retorno a partir de 1682 e inclusive a análise sobre esses descendentes na atualidade nos povos da América Latina farão parte dos debates.

O evento conta com apoio da Universidade Federal de Santa Maria, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, da UNISINOS, UNESCO e organizações locais e estaduais como no caso do Grande Projeto Missões que une mais de 300 pesquisadores em torno destes conhecimentos científicos.

São Pedro do Sul foi escolhido para a realização do fórum, pois está em meio à região inicial do processo de cristianização reducional daquela primeira fase. Serão realizadas palestras específicas pelos pesquisadores e lançamentos de livros sobre a temática.

As inscrições são gratuitas e haverá link de transmissão de todo o evento. Maiores informações podem ser obtidas no Whasapp +555532766145.

*Por José Roberto de Oliveira




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