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Igreja missionária: solidariedade aos desabrigados com as chuvas no RS

A sensibilidade para prontamente mobilizar as Igrejas e realizar ações missionárias foi destacada por padre Camilo. “Estamos contentes de perceber essa sensibilidade do nosso povo e a ajuda será necessária por mais alguns dias".


Papa Francisco durante encontro internacional “Párocos em prol do Sínodo" (Vatican Media)
Papa Francisco durante encontro internacional “Párocos em prol do Sínodo" (Vatican Media)

As recentes chuvas causaram transtornos significativos para o Rio Grande do Sul, atingindo fortemente as regiões do Vale do Taquari, Serra Gaúcha e Região Metropolitana, resultaram em inundações, deslizamentos de terra e danos às propriedades, deixando muitas famílias desabrigadas e enfrentando dificuldades.


Diante desse cenário desafiador, a solidariedade tem sido um ponto de destaque. As paróquias e a comunidades tem se mobilizado, oferecendo ajuda e apoio em ações de solidariedade para auxiliar os afetados pelas chuvas, vivendo uma Igreja essencialmente missionária junto aos mais necessitados, uma síntese do espírito de união e empatia que caracteriza o povo gaúcho.


Solidariedade na Serra Gaúcha

Na região de Caxias do Sul, a atenção prioritária do Corpo de Bombeiros de Caxias do Sul segue no bairro Galópolis, depois que a comunidade teve cinco mortes registradas em função de deslizamentos de terra causados pela chuva. Outras três pessoas ainda permanecem desaparecidas até a noite deste domingo (5). Os grupos, movimentos e pastorais da Igreja de Caxias do Sul se mobilizaram em uma grande ação social de arrecadação de roupas e alimentos. No ginásio de esportes do Seminário Aparecida centenas de voluntários ajudaram com a organização das doações para que sejam encaminhadas às famílias mais necessitadas.


Padre Camilo Pauletti, que foi diretor das Pontifícias Obras Missionárias (POM) de 2010 a 2016, hoje atuando na Paróquia Menino Deus, no bairro Serrano, em Caxias do Sul (RS), relatou as ações de solidariedade da população gaúcha:


“A situação de chuvas no RS e aqui na serra gaúcha em Caxias do Sul tem sido desesperadora, porque nunca se viu tamanha quantidade de água em poucos dias. Na medida em que havia flagelados, desabrigados, desmoronamentos e mortes, com a circulação das notícias também nos meios sociais, isso sensibilizou muito o nosso povo cristão. Nas comunidades e nos grupos sociais começaram a se mobilizar para acolher, abrir salões, abrir ginásios e também motivar as pessoas para a solidariedade. Isso desde o começo tem amenizado o sofrimento. Agora o sol saiu e segue a situação de apoio àqueles que foram atingidos”.

Pe. Camilo, com paroquianos - FOTO: Arquivo pessoal
Pe. Camilo, com paroquianos - FOTO: Arquivo pessoal

A sensibilidade para prontamente mobilizar as Igrejas e realizar ações missionárias foi destacada por Pe. Camilo. “Estamos contentes de perceber essa sensibilidade do nosso povo e a ajuda será necessária por mais alguns dias. Alegria de ver que as pessoas estão sendo acolhidas, mas também nos entristece o sofrimento daqueles que perderam tudo. Alguns perderam familiares e outros só ficaram com a roupa do corpo. Agradecemos a Deus que nos dá essa possibilidade de aproximar de tantos que estão precisando e certamente amenizará um pouco o sofrimento. Deus queira que o nosso clima não continue afetando tanto as pessoas mas que ajude a perceber que quem provoca toda essa situação é o próprio ser humano. Precisamos aprender com os sinais dos tempos. Que Deus nos ajude e nos ilumine”, destacou.


Por POM

 

 

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