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Save the Children: Faixa de Gaza, ao menos 2 mil crianças mortas por ataques aéreos

"Algumas sofrem queimaduras atrozes, perda de membros e outros ferimentos horríveis causados por explosões, e não conseguem receber tratamento adequado". "Os danos às infraestruturas de saúde e a falta de suprimentos hospitalares estão forçando os médicos a fazer escolhas impossíveis, como realizar cirurgias no chão dos hospitais, muitas vezes sem anestesia e sem poder tratar pacientes com ferimentos muito graves", denuncia a organização internacional Save the Children


Palestinos procuram por vítimas no local de um ataque israelense em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, em 24 de outubro de 2023 - Reuters

"Pelo menos 2.000 crianças foram mortas em Gaza nos últimos 17 dias e outras 27 na Cisjordânia, como consequência dos ataques aéreos contínuos que reduziram milhares de edifícios na Faixa de Gaza a pilhas de escombros fumegantes. De acordo com a mídia israelense, mais 27 menores foram mortos em Israel". É o que afirma em uma nota, divulgada na noite desta segunda-feira, 23 de outubro, a Save the Children, organização internacional que luta há mais de 100 anos para salvar crianças em risco e garantir seu futuro.

"Milhares de casas e dezenas de quadras esportivas, escolas, hospitais, igrejas e mesquitas foram danificadas ou destruídas em Gaza, com um pesado balanço de pelo menos 4.600 crianças feridas, de acordo com relatórios do Ministério da Saúde. Algumas sofrem queimaduras atrozes, perda de membros e outros ferimentos horríveis causados por explosões, e não conseguem receber tratamento adequado".

"Os danos às infraestruturas de saúde e a falta de suprimentos hospitalares estão forçando os médicos a fazer escolhas impossíveis, como realizar cirurgias no chão dos hospitais, muitas vezes sem anestesia e sem poder tratar pacientes com ferimentos muito graves", lembra a Save the Children.

Sistema de saúde quase em colapso "A Faixa de Gaza é um ambiente urbano pequeno e densamente povoado, e é por isso que os ataques aéreos incessantes continuam a matar e ferir crianças indiscriminadamente. Mais de 1 milhão de menores estão sem poder deixar o centro de uma área de conflito ativo, sem nenhum lugar seguro para ir e nenhuma saída de salvação", continua a denúncia da organização.

"O conflito implacável, os ataques aéreos incessantes, em uma área tão pequena e densamente povoada, estão causando um número incrivelmente alto de mortes de civis. As crianças estão particularmente expostas ao impacto das armas explosivas: seus corpos são lançados mais longe e com maior força pelas explosões. Seus ossos são mais frágeis e, a longo prazo, as possibilidades de deformidades com pouca chance de recuperação aumentam para elas. Uma hemorragia pode ser fatal para eles".

"Mas o sistema de saúde está quase em colapso e é improvável que elas recebam o atendimento médico especializado de que precisam e que haja cirurgiões qualificados dispostos a intervir. A falta de medicamentos, eletricidade e água significa que os hospitais mal conseguem funcionar", diz Jason Lee, diretor da Save the Children para os Território palestinos ocupados.


Crianças na Faixa de Gaza vivem no terror

"O número de vítimas continua aumentando e as crianças estão cada vez mais em risco e vivem no terror. Em cada grande escalada, muitos menores foram mortos e feridos, sem mencionar as graves consequências de longo prazo em sua saúde mental: eles nunca saem ilesos".

"Um cessar-fogo deve ser acordado imediatamente, mas nunca será suficientemente rápido. Apelamos a todas as partes para que tomem medidas imediatas para proteger a vida das crianças e à comunidade internacional para que apoie esses esforços". "Tudo o que for possível deve ser feito para proteger os menores dos perigos e fornecer-lhes o apoio de que necessitam. As crianças que precisam de tratamento especializado e de tratamento salva-vida devem poder recebê-lo fora de Gaza. A única maneira de realmente proteger a vida das crianças é acabar com essa violência".

Por Vatican News (Com Sir)



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