Ucrânia: Salesianos trabalham sem cessar, a máquina da solidariedade

Diante do perigo de "cansaço" dos doadores, a Coordenação salesiana de resposta emergencial na Ucrânia continua compartilhando com os outros o que a Família Salesiana está fazendo, junto com muitas outras organizações e realidades, religiosas e não religiosas. "Devemos parar, olhar para trás, refletir e ser gratos.


Igreja dos Salesianos dedicada a Dom Bosco na Ucrânia - Cré. Vatican Media

Com a graça de Deus e o trabalho árduo de muitos de vocês, realizamos coisas maravilhosas para os menores nossos destinatários e para suas mães", diz o salesiano, padre Menamparampil


Após 138 dias de guerra, a Coordenação salesiana de resposta emergencial na Ucrânia está testemunhando alguns sinais que indicam um certo "cansaço" entre os benfeitores e voluntários que, de diversas maneiras, até o momento, têm levado avante a máquina de socorro salesiana. Mas como os deslocados e refugiados não podem se permitir qualquer "cansaço", o compromisso salesiano continua mais ativo do que nunca e está sendo desenvolvido, como sempre, em várias frentes.


É o que relata a agência salesiana Ans, que reitera que "a ação firme e constante da Família Salesiana, que já foi capaz de coletar milhões de euros em beneficência, continua sem cessar".


Risco de aumento das necessidades nas próximas semanas

"Francamente, não temos pressa de terminar imediatamente ou, de qualquer forma, em breve todo o dinheiro que foi coletado", diz o encarregado da Coordenação de Emergência na Ucrânia, padre George Menamparampil.


"Atualmente, há até mesmo o risco de uma expansão das necessidades nas próximas semanas. Devemos, portanto, administrar nossos recursos com cuidado, para que possamos continuar a servir àqueles que encontraram refúgio conosco enquanto eles precisarem."

Um milhão de "Ave-Marias" pelo fim das hostilidades

E em resposta ao perigo de "cansaço" dos doadores, a Coordenação continua compartilhando com os outros o que a Família Salesiana está fazendo, junto com muitas outras organizações e realidades, religiosas e não religiosas.


Do ponto de vista espiritual, há inúmeras obras e comunidades que continuam rezando pelo fim das hostilidades: novos testemunhos deste compromisso vêm da Diocese de Miao, na Índia, onde o bispo salesiano, dom George Palliparampil, organizou um milhão de "Ave-Marias" da parte das crianças das escolas e paróquias.


Olhar para trás, refletir e ser gratos

Também da parte do Santuário de Vranov, na República Tcheca, e da Associação das Superioras Maiores das Religiosas da Coréia, que propôs uma oração semanal regular pela Ucrânia e Mianmar a todas as religiosas coreanas.


"Devemos parar, olhar para trás, refletir e ser gratos. Com a graça de Deus e o trabalho árduo de muitos de vocês, realizamos coisas maravilhosas para os menores nossos destinatários e para suas mães", conclui o padre Menamparampil.

(com Sir)


Por Vatican News