Quênia: na grande favela de Nairóbi a Igreja local ajuda as famílias mais carentes

No assentamento de Kibera moram cerca de 2,5 milhões de pessoas e durante a pandemia a vida tornou-se ainda mais difícil. Graças ao apoio da CAFOD, a Igreja local várias famílias com casos de deficiência ou doença terminal

foto: Médicos sem fronteiras

por André Guerra


Kibera é o nome da maior favela da periferia de Nairobi, no Quênia. Lá, onde moram cerca de 2,5 milhões de pessoas, é uma das situações mais dramáticas identificadas pela Cáritas Nairobi e pela Amecea, a Associação das Conferências Episcopais da África Oriental. Desde o primeiro caso de coronavírus, a vida dentro a favela de Kibera tornou-se ainda mais difícil, principalmente devido à impossibilidade para muitas pessoas de realizar os trabalhos ocasionais que lhes permitiam sustentar-se.

O local é formado por várias favelas agregadas e é caracterizado pela extrema pobreza e as más condições de higiene. Graças ao apoio da CAFOD, a agência católica britânica de ajuda aos países pobres, durante três meses consecutivos a Igreja local do Quênia apoiou várias famílias que moram no assentamento. As mais carentes, com casos de deficiência ou doença terminal, receberam cesta com óleo de cozinha, farinha, açúcar, feijão e sabão.

Sheila Musimbi, uma mãe solteira de três filhos da paróquia de St Michael Otiende, não conseguia fazer os serviços ocasionais de lavanderia que fazia, porque as pessoas para quem ela trabalhava não a contatavam mais por medo de contrair o Coronavírus, e ela, por ser positiva HIV e, portanto, mais vulnerável, o medo de ter contato com outras pessoas. “Porém, não perdi a esperança na vida. Sempre soube que Deus me ajudaria. Enquanto eu tentava vender batatas fritas, a freira responsável pelo serviço social de nossa paróquia ligou e disse que eu receberia comida. Eu estava tão feliz”, o testmunho de Sheila.

O Quênia esta registrando uma das situações de emergência maiores da África. Atualmente os casos positivos registrados pelos testes realizados em cerca de 400.000 pessoas são 31.441, com 516 vítimas, mas, segundo o Ministério da Saúde. Os infectados no país poderiam ser três milhões.


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