Série denuncia conflitos de terra na região amazônica

Produzida por agência de jornalismo investigativo, série “Amazônia sem Lei” faz cobertura in loco da violência no campo

A
Agência Pública, portal independente de jornalismo investigativo, lançou recentemente um novo projeto para cobertura dos casos de violência ligados a conflitos de terra na região amazônica. Chamado “Amazônia sem Lei“, o projeto investiga casos relacionados à regularização fundiária, demarcação de terras e reforma agrária na Amazônia Legal. Além da cobertura diretamente no local, a iniciativa visa acompanhar o desenrolar dos casos na justiça, no intuito de dar voz à população afetada. Até o momento, já foram publicadas reportagens em texto e vídeo sobre diferentes conflitos em cidades do Pará, estado brasileiro que registra o maior número de mortes no campo, segundo levantamentos mais recentes.

Nesta semana, a Agência Pública divulgou mais uma reportagem, feita pelos jornalistas Ciro Barros e José Cícero da Silva, sobre um incêndio criminoso contra famílias sem-terra num conflito agrário que se arrasta há 13 anos na Fazenda 1.200, no Pará. Segundo análises do Incra, do Instituto de Terras do Pará (Iterpa) e do Ministério Público Federal (MPF), pouco mais de um quarto da fazenda – cerca de 1.500 dos 5.200 hectares da área – incide sobre terras públicas, onde as famílias estão inseridas. Ocorre que o fazendeiro Eutímio Lippaus alega que todo o território pertence a ele – mesmo sem apresentar nenhum documento de posse que comprove sua fala. A reportagem mostra que o conflito de terra na Fazenda 1.200 vive escalada de violência em 2019 e famílias têm casas incendiadas e atacadas a tiros.

Esse e outros vídeos da série especial “Amazônia sem Lei” podem ser conferidos no site da Agência Pública.

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