Uma proposta de reflexão sobre vocação

vocação

Em 1981, a 19ª Assembleia Geral da CNBB instituiu agosto como o Mês Vocacional, no intuito de chamar a atenção sobre “ouvir o chamado de Deus”

 

Antes de formar você no ventre de sua mãe, eu o conheci e o consagrei.., disse o Senhor pela boca do profeta Jeremias. Opa! Não vamos mergulhar nas profundezas da teologia bíblica sobre a vida. Fiquemos pela superfície. Naquilo, por exemplo, que declarou um ator norte-americano ao levantar uma estatueta do Oscar em direção a uma pessoa da plateia: “Obrigado, mãe, porque você não me abortou!”. Na expressão do ator estava a mais bela gratidão pelo dom da vida, que é a nossa vocação mais sublime.

Agora, cabe a nós regar essa frágil vida. “Vida plena”, emendou Jesus de Nazaré, que só ensinava por parábolas. Vamos, então, aprender Dele através de uma parábola dos nossos tempos. Uma metáfora que compara a vida a uma simples borboleta em nossas mãos.

“Um dia, um jovem quis tentar um velho sábio, que tinha resposta a qualquer pergunta. Então, o jovem prendeu uma pequena borboleta entre as mãos e pensou: ‘Se ele disser que estou com a borboleta morta, abro as mãos e deixo-a voar; mas, se disser que ela está viva, esmago-a’. Perguntou-lhe, então: ‘Diga-me, sábio: a borboleta está viva ou morta?’. Este respondeu: ‘Depende de você. Ela está em suas mãos’.”

Aquele “velho sábio”, não satisfeito em nos soprar a vida, doou-nos também a inteligência para cuidarmos bem desta vocação, sem esmagar-lhe as asas. Asas que nos tornam livres para voar ao sabor dos ventos. Dos desejos, das emoções e das sensações. Com as rédeas nas mãos, cada um de nós pode se curvar para elevar o próximo, ou queimar as próprias penas, como fez o Ícaro da mitologia grega.

É verdade! A beleza, o sentido e o valor da liberdade estão na prática do bem, ainda que tenhamos a opção de fazer o mal. E, nessa toada ao longo dos dias, ficamos entre o matrimônio ou o celibato. Em cada uma dessas opções, vocações específicas: a do artista, da professora, do médico, da policial, do homem público, da enfermeira, do sacerdócio, da vida silenciosa em um mosteiro.

Cada qual é, a seu modo, convidado a partilhar seus dons específicos, suas dores e alegrias, a sabedoria e a fé. E a procura da santidade, em todo momento. “Na primavera da juventude, na plenitude do verão da idade madura, e depois também no outono e no inverno da velhice, e por último, na hora da morte”, recomendava João Paulo II.

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