Uzbequistão: um país misterioso e hospitaleiro

Uzbequistão: um país misterioso e hospitaleiro

Pórtico da grande mesquita Kalyan, em Bucara, quinta cidade mais povoada do Uzbequistão | Fotos: Edoardo Walter Porzio

Pórtico da grande mesquita Kalyan, em Bucara, quinta cidade mais povoada do Uzbequistão | Fotos: Edoardo Walter Porzio

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Uzbequistão é um país da Ásia Central. De seus pouco mais de 30 milhões de habitantes, cerca de 2,7 milhões vivem na capital, Tashkent. A maior parte de sua área (444.103 km²) é uma estepe árida. Faz fronteira com: Afeganistão, Quirguistão, Tadjiquistão, Turcomenistão e Cazaquistão. Não tem contato com o mar. Na era soviética era uma república pobre e a maioria de seus habitantes cultivava algodão. Ainda hoje é um país agrário, se bem que é o 8º maior produtor mundial de ouro e com reservas de petróleo e gás natural.

A região é berço da civilização bactriana, que desenvolveu uma síntese cultural de elementos indianos, persas e gregos. O seu filho Tamerlão (1336-1405), sonhando em rivalizar com Gêngis Khan (1162-1267), fez de Samarcanda o centro da dinastia timúrida, que influenciou toda a Ásia Central. A partir do século XVI, a região – antiga rota da seda – passou a ser chamada de Uzbequistão e a capital foi transferida para Bucara. Enfim, o país foi subjugado pela Rússia czarista. Após a Segunda Guerra Mundial, a capital voltou a Tashkent e o Estado transformou-se em República presidencialista. Libertou-se da União Soviética em 1991 e participa da ONU desde 1992.

O país parece emergir da Idade Média pela abundância de valiosos monumentos históricos. Mas apresenta notáveis progressos do ponto de vista social. Seu sistema educativo faz inveja: 97% da população é alfabetizada.

Os locais de maior interesse são: Samarcanda, com esplêndidas mesquitas e madrassas (escolas corânicas) recobertas de faianças multicoloridas; a cidade-fortaleza de Kiwa, que conserva muito bem seus monumentos históricos; Bucara, com 250 mil habitantes, repleta de tesouros arquitetônicos. Há ainda outros centros menores, ricos de cultura, como Urgenc, as necrópoles de Sha e Zindha, etc.

As estradas que ligam os vários centros são em geral confortáveis. O único grande espelho d’água é o Mar de Aral, com águas salobras, na divisa com o Cazaquistão, ao norte.

Os uzbeques têm características turcomanas e a língua nacional é a uzbeque. Tanto nas cidades como nas zonas rurais as pessoas são cordiais. O alimento não é muito picante e é bastante natural. Lá, quase não se vê o fundamentalismo religioso que existe nos países fronteiriços. Da população total, 94,2% são islamitas.

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Publicado na revista Mundo e Missão de novembro/2017 – Ed. 217 
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