A missão do PIME no grande arquipélago de Santana
- Ace Marbella Valdez
- há 2 dias
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À noite, preparar os materiais para a missa, a catequese e as formações, além de arrumar as cestas básicas; acordar na madrugada seguinte, antes que o galo cante; chegar com a aurora no porto, sob o peso das bagagens; embarcar. Finalmente, enfrentar horas e horas de viagem pelas águas do Rio Amazonas. É assim que começa a rotina do padre Raul Bonte Có, durante as suas visitas pastorais às comunidades ribeirinhas da paróquia "flutuante" de Nossa Senhora dos Navegantes em Santana, no Amapá.
Padre Raul, originário de Guiné-Bissau, é pároco do grande “arquipélago” há pouco mais de um ano. A paróquia mantém 120 comunidades em 16 setores, todos com nomes de pássaros da região. Algumas comunidades são próximas entre si, outras, não. Por isso, a paróquia não tem “igreja matriz”; apenas um escritório na cidade amapaense de Santana, e um centro pastoral para encontros na comunidade de Guajará. As comunidades ficam nos municípios paraenses de Afuá, Gurupá e Breve.
“Nosso roteiro vai de dez a quinze dias, e incluem formação, missa, sacramentos nas ilhas, no barco ou nas comunidades. De volta à cidade, refazemos o planejamento para logo retomar esse roteiro pastoral”, explica padre Raul.
“Na nossa ausência, os líderes e coordenadores locais dão assistência e acompanham as comunidades. Quando chegamos, seis meses após a última visita, eles nos informam sobre as dificuldades e conquistas comunitárias ocorridas em nossa ausência. Portanto, os leigos da paróquia são indispensáveis à pastoral paroquial. Se a paróquia vai para frente é graças ao trabalho deles. Em espírito de sinodalidade, cada um procura fazer a sua parte”, afirma o padre Raul.
Padre Raul, neste ano, contará mais sobre as suas experiências e aventuras na página "Projetos PIME" na revista Mundo e Missão, assine a revista para conhecer mais a sua missão no grande arquipelago de Santana. Quer colaborar com este projeto? Clique aqui





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