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Colômbia: Bispos, a busca pela paz se baseia no diálogo e não na violência

A Conferência Episcopal da Colômbia divulgou uma declaração intitulada "Defender a vida para alcançar a paz", após os episódios de violência verificados recentemente em várias regiões do país e, em particular, o assassinato de quatro menores indígenas recrutados à força por um grupo armado, ocorrido no departamento de Putumayo. Os bispos convidam o povo colombiano "a perseverar na oração pela paz e a não desistir do compromisso com a transformação social por meio da não-violência


Os bispos convidam o povo colombiano "a perseverar na oração pela paz" - Foto: Vatican Media

"A prática escandalosa e cruel de recrutar menores e usá-los para a guerra, tão frequente por parte de vários grupos armados, indica o alto nível de degradação do conflito no país. O Estado colombiano deve garantir a proteção das crianças, das meninas e dos adolescentes, pagando a dívida histórica que tem com eles": foi o que reiteraram os bispos da Colômbia em uma declaração intitulada "Defender a vida para alcançar a paz", divulgada em 23 de maio, após os episódios de violência verificados recentemente em várias regiões do país e, em particular, o assassinato de quatro menores indígenas recrutados à força por um grupo armado, ocorrido no departamento de Putumayo.

Violações dos direitos de crianças e adolescentes

De acordo com informações obtidas pela agência missionária Fides, a Coordenação de direitos humanos da Organização nacional dos povos indígenas da Amazônia colombiana (Opiac) denunciou o homicídio de quatro menores que haviam sido sequestrados por um grupo armado ilegal. As comunidades indígenas alegam ter sofrido constantemente violações de direitos humanos e violações do direito internacional humanitário, incluindo os direitos de crianças e adolescentes.

O homicídio de 4 menores que haviam sido sequestrados

Em 26 de março de 2023, membros da Frente Carolina Ramírez recrutaram à força um jovem menor de idade da Comunidade Guaquira do povo indígena Murui. Em 15 de maio, o jovem decidiu fugir desse grupo armado junto com outros três jovens que estavam na mesma situação, também membros do povo Murui. Após a fuga, na tarde de 17 de maio, membros do grupo armado encontraram os fugitivos na comunidade do Estreito, entre Caquetá e Amazonas, e os executaram a tiros de arma de fogo.

Bispos pedem o respeito à vida de todo ser humano

Diante da situação atual do país em relação ao conflito armado, os bispos expressam seu firme repúdio "a esses fatos inaceitáveis" e pedem que todos reflitam e ajam para alcançar definitivamente a paz desejada. Em primeiro lugar, eles pedem, mais uma vez, o respeito à vida de todo ser humano. "A morte não pode ser um instrumento a ser utilizado para alcançar interesses particulares mesquinhos".


Solidariedade dos bispos colombianos Em seguida, expressam solidariedade com as famílias e comunidades dos menores assassinados, invocando do Senhor a força necessária para enfrentar esses momentos de dor. Os bispos convidam o povo colombiano "a perseverar na oração pela paz e a não desistir do compromisso com a transformação social por meio da não-violência. Como a guerra gera mais guerra, "a busca pela paz, baseada no respeito à vida, à dignidade humana e ao diálogo, é o caminho para superar as múltiplas violências no país".

Governo colombiano suspende cessar-fogo bilateral

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, chamou o assassinato dos quatro jovens de "um crime atroz". O governo colombiano decidiu suspender o cessar-fogo bilateral concordado com o grupo dissidente das Forças armadas revolucionárias da Colômbia (Farc) após os recentes atos de violência perpetrados por esse grupo armado. Portanto, o cessar-fogo em vigor nos departamentos de Meta, Caquetá, Guaviare e Putumayo está suspenso. Por sua vez, as antigas Farc julgaram a decisão negativamente, acusando o exército de violações do cessar-fogo.

Por Vatican News com Fides


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