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Colômbia. Educar jovens para a paz, sinal de esperança em meio ao conflito no país

O Serviço Jesuíta para Refugiados (JRS) Colômbia acompanha de perto a situação alarmante das crianças e dos jovens nas áreas de fronteira entre a Colômbia, o Equador e a Venezuela, áreas que não têm infraestrutura ou serviços adequados e sofrem com o conflito persistente na Colômbia, que afeta particularmente as crianças e os jovens. O JRS Colômbia iniciou suas atividades no país em 1994, em resposta à crise humanitária causada pela intensificação das ações armadas em todo o território nacional


Foto: World Peace Prayer Society

A educação é fundamental para evitar que crianças e adolescentes reproduzam a violência que assola a região. Foi o que afirmou Juan Casas, diretor do Serviço Jesuíta para Refugiados (JRS) da Colômbia.

A organização católica internacional acompanha de perto a situação alarmante das crianças e dos jovens nas áreas de fronteira entre a Colômbia, o Equador e a Venezuela, áreas que não têm infraestrutura ou serviços adequados e sofrem com o conflito persistente na Colômbia, que afeta particularmente as crianças e os jovens.

Crianças brincam de ser soldados ou guerrilheiros

"A presença do exército assusta a população civil porque os momentos de confronto entre os guerrilheiros e os militares geram violência e esses, por sua vez, os deslocam", continua Casas após sua recente visita à Serranía de San Lucas, uma área muito inacessível onde o conflito armado é uma ameaça constante.

"As crianças brincam de ser soldados ou guerrilheiros. Com um cabo de vassoura, elas fingem ter um rifle nas mãos. Ou se encapuzam com um moletom. Elas reproduzem o que estão vendo. Mas, infelizmente, essas brincadeiras podem se tornar realidade".

Criar espaços para a coexistência pacífica

Para o JRS, é urgente criar espaços para a coexistência pacífica. A organização está envolvida há anos, junto com professores e famílias, na educação de crianças e jovens em situação de risco.

"A escola, com suas instalações, a quadra de futebol e basquete, torna-se um espaço de proteção e é assim que trabalhamos com a população civil para garantir um espaço seguro que não pode ser tocado", explica Casas, que acrescenta como os guerrilheiros respeitaram esse espaço e "nunca aconteceu nada lá".

Colômbia, esperança em meio ao desespero e ao conflito

A pobreza do país, e sobretudo dessas regiões mais inacessíveis, às vezes dificulta a intervenção. Mas, para Casas, é essencial trabalhar lá "para dizer ao mundo que nesses cantos da Colômbia há esperança em meio ao desespero e ao conflito".

O JRS Colômbia iniciou suas atividades no país em 1994, em resposta à crise humanitária causada pela intensificação das ações armadas em todo o território nacional. Essas ações trouxeram consigo inúmeros deslocamentos forçados, que continuam a ocorrer ainda hoje com a mesma intensidade.

Por Vatican News (com Fides)


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