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Cristãos e muçulmanos: Extinguir o fogo da guerra e acender a vela da paz

Este é o tema que orienta da mensagem do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso para o mês do Ramadã e ʿīd al-fiṭr, assinada pelo cardeal prefeito Ayuso Guixot: "A esperança pode ser simbolizada por uma vela, cuja luz irradia segurança e alegria, enquanto o fogo, sem controle, pode levar à destruição da fauna e da flora, da infraestrutura e à perda de vidas".


Um devoto muçulmano faz as primeiras orações de sexta-feira no mês sagrado islâmico do Ramadã (AFP or licensors)

Mais uma vez, nós vos saudamos por ocasião do mês do Ramadã com uma mensagem de proximidade e amizade, cientes da importância desse período para o vosso percurso espiritual e para a vossa vida familiar e social, que também abrange os vossos amigos e vizinhos cristãos.


É o que que afirma o prefeito do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso, cardeal Miguel Ángel Ayuso Guixot, em mensagem aos irmãos e irmãs muçulmanos por ocasião do mês sagrado do Ramadã, tempo especial que as comunidades islâmicas do mundo inteiro dedicam ao jejum, à oração e à esmola. A mensagem é assinada também pelo secretário do Dicastério vaticano, o bispo cingalês dom Indunil Kodithuwakku Janakaratne Kankanamalage.


O aumento dos conflitos armados

"Gostaríamos de compartilhar algumas reflexões sobre um tema diferente, mas o número crescente de conflitos nos dias de hoje, desde combates militares até confrontos armados de intensidade variável envolvendo Estados, organizações criminosas, gangues armadas e civis, tornou-se verdadeiramente alarmante", enfatiza o texto, ao recordar as falas do Papa Francisco, que definiu este momento como "uma terceira guerra mundial em pedaços" em "um verdadeiro conflito global".


"As causas desses conflitos são muitas, algumas de longa data, outras mais recentes. Juntamente com o perene desejo humano de dominação, ambições geopolíticas e interesses econômicos, uma das principais causas é certamente a produção e o comércio contínuos de armas. Embora uma parte de nossa família humana sofra gravemente com os efeitos devastadores do uso dessas armas na guerra, outros se regozijam cinicamente com o grande lucro econômico desse comércio imoral. O Papa Francisco descreveu isso como um ato de mergulhar um pedaço de pão no sangue de nosso irmão."

Toda guerra é fratricida, desnecessária e sombria

O cardeal Ayuso destaca no texto que o desejo de paz e segurança está profundamente enraizado na alma de toda pessoa de boa vontade, e consequentemente, a condenação e a rejeição da guerra devem ser inequívocas: toda guerra é fratricida, desnecessária, sem sentido e sombria. 


"Todas as religiões, cada uma a seu modo, consideram a vida humana sagrada e, portanto, digna de respeito e proteção. Felizmente, os estados que permitem e praticam a pena de morte estão diminuindo a cada ano. Um despertar do senso de respeito por essa dignidade fundamental do dom da vida contribuirá para a convicção de que a guerra deve ser rejeitada e a paz, valorizada."

A paz é uma dádiva divina

Mesmo com suas diferenças, as religiões reconhecem a existência e o importante papel da consciência. "Formar consciências para respeitar o valor absoluto da vida de cada pessoa e seu direito à integridade física, à segurança e a uma vida digna contribuirá igualmente para a condenação e rejeição da guerra, de toda guerra e de todas as guerras", completa o prefeito do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso.


"Olhamos para o Todo-Poderoso como o Deus da paz, a fonte da paz, que ama de maneira especial todos aqueles que dedicam suas vidas ao serviço da paz. Como tantas outras coisas, a paz é uma dádiva divina, mas, ao mesmo tempo, é fruto dos esforços humanos, especialmente na preparação das condições necessárias para seu restabelecimento e conservação."


Juntos para apagar o fogo do ódio e da violência

Ao conluir a mensagem, o cardeal Ayuso afirma que a esperança pode ser simbolizada por uma vela, cuja luz irradia segurança e alegria, enquanto o fogo, sem controle, pode levar à destruição da fauna e da flora, da infraestrutura e à perda de vidas:


"Queridos irmãos e irmãs muçulmanos, vamos nos unir para apagar o fogo do ódio, da violência e da guerra e, em vez disso, acender a doce vela da paz, aproveitando os recursos para a paz que estão presentes em nossas ricas tradições humanas e religiosas."


Por Thulio Fonseca - Vatican News


 

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