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Inaugurada estátua de Carlo Acutis em Mianmar, um modelo para jovens birmaneses


Os jovens birmaneses enfrentam muitas ameaças sociais e morais: drogas, violência, desestruturação familiar, crime e o uso das redes sociais em um contexto desprovido de proteção legal. "É por isso que eles têm medo e buscam pontos de referência como os ensinamentos da Igreja. Eles precisam se apoiar em instituições como a Igreja Católica, que possui valores sólidos e os convida a construir suas vidas sobre a rocha que é o próprio Cristo", explica sacerdote.

Foto: Carlo Lupi com crianças de Kivu - Reprodução Vatican Media
Foto: Carlo Lupi com crianças de Kivu - Reprodução Vatican Media

"Em 12 de janeiro foi descerrada a primeira estátua do jovem Carlo Acutis em Mianmar, mais precisamente na Catedral de São Columbano, Diocese de Myitkyina, capital do Estado de Kachin, área afetada por intensos combates na guerra civil em curso. A ocasião foi a celebração do décimo aniversário do sacerdócio e do primeiro aniversário do episcopado do bispo de Myitkyina, dom John La Sam.


"A intenção da construção da estátua é que os jovens possam aprender com Carlo Acutis a testemunhar a fé em suas vidas, mesmo nas provações, especialmente neste momento difícil que a nação está atravessando", explica à Agência Fides o padre John Aung Htoi, sacerdote da Diocese de Myitkyina. "Queremos enfatizar que os jovens em Mianmar também podem se inspirar em Acutis para viver sua fé por meio da internet e das mídias sociais", recorda ele.

"Carlo Acutis é um exemplo de santidade juvenil para os jovens, que hoje enfrentam um grande desafio em sua caminhada rumo à vida adulta: eles precisam navegar e sobreviver a esta crise em um país devastado pela guerra civil. Os jovens birmaneses enfrentam muitas ameaças sociais e morais: drogas, violência, desestruturação familiar, crime e o uso das redes sociais em um contexto desprovido de proteção legal", explica o sacerdote. "É por isso que eles têm medo e buscam pontos de referência como os ensinamentos da Igreja. Eles precisam se apoiar em instituições como a Igreja Católica, que possui valores sólidos e os convida a construir suas vidas sobre a rocha que é o próprio Cristo. Como comunidade católica, em Myitkyina, mas também em outras dioceses, tentamos organizar acampamentos juvenis anuais, programas de formação na fé e programas educacionais na medida do possível. Tentamos estar perto e acompanhar os jovens em sua jornada de crescimento", observa ele.

"Os jovens de Myanmar hoje - acrescenta - precisam de compreensão, orientação e confiança. Ao mesmo tempo, devem aprender a aceitar suas responsabilidades, reconhecer seus erros, acatar os conselhos dos mais velhos e participar ativamente de atividades socialmente benéficas. Os jovens são um recurso vital para o futuro e, portanto, devemos cuidar deles", conclui.


Centro Dom Bosco 

Em diversas regiões do país, especialmente onde os confrontos e as lutas estão em curso, os adolescentes e jovens representam um segmento vulnerável da população: muitos vivem nas ruas, são órfãos ou não têm família para protegê-los e correm o risco de se tornarem uma "geração perdida".


Para enfrentar esses desafios, o centro juvenil "Dom Bosco", na Arquidiocese de Mandalay, no norte do país, fundado em 2014, acolhe aproximadamente 60 jovens de realidades conturbadas, muitas vezes órfãos ou que vivem nas ruas. Os missionários salesianos cuidam deles, oferecendo abrigo, alimentação, moradia, educação, cuidados de saúde e instrução, juntamente com atividades esportivas, musicais e culturais, típicas do carisma salesiano. "Nossa missão - escreveram os sacerdotes salesianos - é acompanhá-los enquanto crescem em segurança, dignidade e esperança."


Mianmar está vivenciando um momento muito delicado em sua história: o golpe da junta militar em 2021 interrompeu o frágil processo democrático que durava cerca de dez anos. Milhares de jovens protestaram pacificamente pela restauração da democracia e, em seguida, abraçaram a luta armada na resistência, nas Forças de Defesa Popular ou nos exércitos das minorias étnicas.


A promulgação da lei de recrutamento obrigatório pela junta militar em 2024 prejudicou ainda mais a juventude de Mianmar, com 60.000 jovens recrutados à força e enviados para a frente de batalha. A campanha forçou quase 100.000 jovens a se esconderem ou fugirem para o exterior, principalmente para a Tailândia.


Os jovens entre 15 e 35 anos representam 33% da população de Mianmar, de 60 milhões de habitantes, com uma idade mediana nacional de 27 anos. De 2010 a 2020, a juventude birmanesa pode vislumbrar uma esperança de liberdade e oportunidades. No entanto, o golpe de 2021 interrompeu esse processo, mas teve o efeito de desencadear uma nova onda de resistência liderada por jovens e engajamento cívico.


Para muitos jovens, o golpe de 2021 foi mais do que apenas um evento político. Teve repercussões profundamente pessoais, apagando a experiência da democracia e a liberdade de desfrutar dos direitos individuais que conheciam. O golpe de 2021 ajudou a fortalecer o despertar político da juventude de Mianmar, que pretende lutar para reconstruir uma nação baseada nos valores da paz, justiça, democracia, diálogo e unidade.


Por Vatican News

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