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Nova missão em Bangladesh: "A fé em cristo é uma realidade amiga"

Em comunicado oficial o bispo de Dinajpur, Dom Sebastian TUDU, nomeou Pe. Almir Magno Trindade Azevedo Pároco da Paróquia Divina Misericórdia de Patajagir, a partir de 26 de abril de 2024.


Com o coração grato, pe. Almir compartilha algumas palavras:

Pe. Almir na missão
Pe. Almir na missão - Fotos: Arquivo PIME

"Alguns dias antes da Semana Santa, Pe. Francisco, superior do PIME aqui no Bangladesh me fez uma ligação, na qual o mesmo me perguntou se eu cogitaria deixar a Paróquia de Mohespur, para ser transferido para uma outra missão, pois este foi um pedido especial do bispo a mim e ao PIME. Eu, sem refletir, respondi que iria com alegria. Não demorou muito e logo veio o anúncio oficial, sendo assim, em poucos meses, deixarei a missão de Mohespur, onde estou desde 2016, e irei para Patajagir, para uma nova missão, uma nova realidade, um novo começo e um novo desafio.


Eu nunca estive em Patajagir, o bispo da diocese, Dom Sebastian Tudu, me contou que lá é uma missão que precisa nascer, ou seja, é um novo processo de evangelização com um novo desafio em uma nova realidade missionária. Ainda segundo os relatos, os cristãos são apenas algumas poucas famílias que ali residem.



A missão de Patajagir é um novo passo nos trabalhos do PIME no Bangladesh e, sem dúvida, será um novo destaque além da famosa e antiga missão de Dinajpur. De modo particular, estou contente em poder iniciar um trabalho missionário assim, que está na linha do carisma do PIME e de seus membros. Rezem por mim, para que eu possa me adaptar a esta nova realidade de missão aqui no Bangladesh.


Agora gostaria de narrar uma história de fé e mudança de vida que presenciei durante a quaresma. Durante o período da quaresma aqui no Bangladesh, os padres, as irmãs e os catequistas visitaram todas as comunidades, fizemos catequese, ouvimos as confissões, celebramos o batismo e a missa. Em uma certa comunidade, um senhor veio se confessar chorando. Antes da confissão, procurava acalmá-lo, e então lhe perguntei. 'Porque choras tanto assim, irmão?', ao confessar, ele respondeu. 'Pe. Almir, eu tenho tanta vergonha de tudo aquilo que fiz durante os últimos anos, eu sinto um peso dentro de mim que não me dar paz. Eu me afastei das práticas religiosas, como as missas aos domingos, os encontros da comunidade, e logo já estava participando de outras realidades que não eram as minhas e que, por natureza, são contrárias à fé cristã, aquela em que fui batizado'. E muito seguro e sincero, o senhor continuou. 'Pe. Almir, o diabo me induziu a fazer o mal como se fosse algo normal e, vivendo assim, acabei com a paz e a serenidade da minha família'. Reconhecendo seus erros e aberto ao perdão, o senhor seguiu com o seu relato.

'Pe. Almir, eu quero voltar a ser um homem bom, um marido fiel, um pai amoroso e um cidadão honesto', disse. Para a minha surpresa, logo após a confissão, o senhor me abraçou, coisa que já não se faz aqui no Bangladesh, pois aqui ninguém abraça ninguém em público. No final ele acrescentou, 'Pe. Almir, a fé em cristo é uma realidade amiga.'


Esse senhor só veio se confessar porque um dia antes liguei para ele o avisando que iria visitar a sua comunidade, e lhe disse, 'bom, eu celebrei o teu matrimônio, batizei a tua filha e sei que você era presente na igreja, participava da missa e dos encontros da comunidade. Amanhã quero te ver de novo na igreja'. Acredito que o ato de se confessar aproxima as pessoas da amizade de cristo, e essa é uma das coisas que dá sentido ao meu trabalho missionário."


Com gratidão e espírito missionário, Pe. Almir Azevedo

 

 

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