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Padre Maccalli: Cristo se identifica com os pobres, primeiras vítimas de todas as guerras

“Este Dia Mundial dos Pobres nos recorda a presença real de Cristo nos pobres, vítimas de tantos tipos de guerras. Este evento vem nos recordar que os pobres e a paz são dois pilares das bem-aventuranças evangélicas. Os pobres e as periferias humanas também chamam a nossa atenção para o fato de que tornar-nos samaritanos é a essência do Evangelho”.

Por ocasião do VII Dia Mundial dos Pobres, que se celebra neste domingo, 19, o padre Pier Luigi Maccalli, membro da Sociedade de Missões Africanas (SMA), afirma que “o contexto do Dia Mundial dos Pobres 2023 é um cenário global de guerras realmente inquietante. Segundo meu ponto de vista missionário, a relação entre a guerra e os pobres parece imediata”.


Esta foto tirada em 22 de outubro de 2023 mostra crianças recebendo comida em um abrigo temporário em um campo para deslocados internos (PDI) no município de Demoso, no estado de Kayah, em Mianmar. (AFP or licensors)

O missionário na África, por dois anos prisioneiro de terroristas islâmicos na África, fez uma reflexão à Agência Fides onde afirma que “a categoria bíblica dos pobres é identificada com uma tríade clássica de órfão, viúva e estrangeiro. De fato, as guerras sempre produzem órfãos, mães viúvas e tantos refugiados, obrigados a fugir para lugares onde são taxados como estrangeiros. Muitas mulheres e crianças ucranianas, russas, palestinas, israelenses, sudanesas, etíopes e de outros lugares, esquecidos pela mídia, tornaram-se hoje viúvas, órfãs, sem a companhia de um esposo e sem um pai que lhes enxugue as lágrimas, enquanto caminham, cabisbaixas e sem rumo por estradas estrangeiras”.

“Nós, cristãos católicos, - continua o missionário – costumamos falar da presença real de Cristo na Eucaristia e consideramos blasfemo todo ato hostil contra igrejas, estátuas e locais de culto. Mas violar o corpo e ensanguentar o rosto de seres humanos, sobretudo de frágeis e indefesos, pode ser bem pior. A guerra é um crime contra a humanidade. E eu, pessoalmente, sonho com aquele dia em que será abolida, com uma declaração pública, como aconteceu com a escravatura e a colonização”.
“Este Dia Mundial dos Pobres - diz ainda o padre Maccalli -, nos recorda a presença real de Cristo nos pobres, vítimas de tantos tipos de guerras. Este evento vem nos recordar que os pobres e a paz são dois pilares das bem-aventuranças evangélicas. Os pobres e as periferias humanas também chamam a nossa atenção para o fato de que tornar-nos samaritanos é a essência do Evangelho”.

Na manhã deste VII Dia Mundial dos Pobres, o Papa Francisco presidiu uma Celebração Eucarística na Basílica de São Pedro. O tema do evento, este ano, é extraído do livro de Tobias: «Nunca afastes de algum pobre o teu olhar» (Tb 4, 7).

Há alguns anos, o padre Pier Luigi Maccalli era missionário na aldeia de Bomoanga, no Níger, onde foi sequestrado em 2018 por um grupo de milicianos Jihadistas. Ao ser libertado, perto do Dia Mundial das Missões, o sacerdote continuou a sua missão, dando testemunho da sua fé e esperança. Incansável defensor da paz, dos povos mais desfavorecidos e sofredores, padre Maccalli foi recebido recentemente, pelo Papa Francisco, ao qual presentou um texto que ecoa as suas palavras de paz.

Por Vatican News


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