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Save the Children: o drama das crianças na Faixa de Gaza

A Organização “Save the Children” fez um apelo ao Governo de Israel para reabrir, imediatamente, todos os pontos de travessia das fronteiras em Gaza, a fim de permitir a assistência humanitária aos necessitados, inclusive os cuidados médicos especializados.


Reprodução: Vatican News

A nova onda de violência na Faixa de Gaza, que também atinge o sul de Israel, ocorre após dois anos de escalada da violência, que causou a morte de 67 palestinos e duas crianças israelenses. Esta nova ondada violenta ameaça a segurança das crianças e pode exacerbar uma crise de saúde mental, de longa data: 4 crianças em cada 5, em Gaza, vivem em condições de depressão, dor e medo há muito tempo. Nos últimos 16 anos, cerca de 800.000 crianças só conheceram ondas de violência e terror. Seus pais relatam que seus filhos não conseguem dormir e temem por suas vidas.

Este é o grito de alerta lançado por “Save the Children”, uma Organização internacional, que luta, há mais de 100 anos, em defesa das crianças em risco, garantindo a elas um futuro: a grave situação na Faixa de Gaza continua a causar numerosas vítimas e feridos, sobretudo entre mulheres e crianças. Inteiras famílias, com seus filhos, estão encurralados na Faixa, buscando refúgio em suas casas, enquanto as escolas, universidades e instalações públicas estão fechadas. Após o lançamento de mísseis de Gaza para o sul de Israel, os cidadãos, que vivem em cidades no perímetro de Gaza, foram obrigados a fugir e a buscar refúgio em lugares seguros.

Devido ao fechamento dos pontos de travessia das fronteiras de Erez e Kerem Shalom, controladas por Israel, as ajudas humanitárias e os bens de primeira necessidade, como remédios, alimentos e combustível, não podem chegar a Gaza.

Segundo o Ministério da Saúde palestino, o fechamento dos pontos de travessias impediu, até agora, o acesso de quase 300 pacientes a hospitais fora de Gaza, inclusive pacientes que precisam de tratamentos urgentes, entre as quais crianças.

Escalada de violência

Em 16 anos, esta é a sexta escalada de violência que obriga as crianças de Gaza a viver sob bloqueios terrestres, aéreos e marítimos, impostos pelo governo de Israel. As crianças representam 47% dos dois milhões de habitantes de Gaza, dos quais cerca de 800.000 viveram sob condições de vida impostas pelo bloqueio.

Um relatório de “Save the Children” de 2022 relata que, após 15 anos de bloqueios, 4 crianças em cada 5, na Faixa de Gaza, vivem com depressão, tristeza e medo. É provável que a nova escalada de violência possa desencadear entre as crianças de Gaza, recordações traumáticas: mortes, destruição e sofrimento, que alteraram seus modos de viver.

Jason Lee, diretor de “Save the Children” nos Territórios Palestinos ocupados, ao falar sobre este momento difícil para as crianças de Gaza, afirma: “Segundo nossas pesquisas, descobrimos, claramente, que a maioria das crianças já vinha sofrendo as consequências de tantos anos de bloqueio e ciclos implacáveis ​​de violência. Cada hora que passa, sem um cessar-fogo, os sofrimentos correm o risco de piorar, com consequências potencialmente catastróficas. O governo de Israel deve abrir, imediatamente, todos os pontos de travessia para Gaza, a fim de permitir a assistência humanitária e o acesso a cuidados médicos especializados aos necessitados. Os pais dizem que seus filhos não conseguem dormir à noite e tampouco têm esperança de continuar a viver. Por isso, exortamos a Comunidade internacional para utilizar todos os meios possíveis para deter esta situação à beira do abismo: as hostilidades devem cessar, imediatamente, em prol da defesa e proteção de todas as crianças".

Por Vatican News


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