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Oriente Médio, começa o Ramadã em meio ao conflito entre Israel e Hamas

O mês sagrado para os muçulmanos começou durante a noite, um mês que se inicia marcado pelos confrontos na Palestina e sem a esperada trégua do conflito em Gaza. Aguardando a partida do navio da ONG espanhola "Open Arms", que levará 200 toneladas de alimentos para a Faixa de Gaza.



O Ramadã, o mês sagrado para a religião islâmica, começa tendo como pano de fundo o conflito na Faixa de Gaza. Não haverá a tão esperada trégua para a população palestina. Apesar dos esforços dos mediadores, as partes não conseguiram chegar a um acordo. No sábado, um comunicado israelense acusou o Hamas de se "entrincheirar em suas posições", enquanto o grupo islâmico reiterou sua exigência de um cessar-fogo duradouro, a retirada das tropas israelenses de Gaza e um maior acesso à ajuda humanitária no território sitiado, onde incumbe a fome. E na primeira noite do Ramadã, houve vários confrontos entre fiéis que foram rezar na mesquita de Al-Aqsa, na Cidade Velha de Jerusalém, e policiais israelenses na fronteira. As causas do incidente ainda não estão claras. Em um post no X, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, desejou que o Ramadã trouxesse paz ao mundo. "Meus sinceros votos aos milhões de muçulmanos em todo o mundo que estão começando a observar o Ramadã", escreveu Guterres, "que ele traga paz e nos leve a um mundo mais justo e compassivo".


Negociações para uma nova trégua

A busca por mediação entre Israel e o Hamas continua, com a esperança de uma nova trégua. O chefe do Hamas, Ismail Haniyeh, garantiu no domingo que o grupo islâmico permanece "aberto a negociações contínuas" para uma trégua, enquanto para o ministro israelense Benny Gantz, o que o movimento islâmico quer é que o Ramadã "deixe de ser um mês de oração e passe a ser um mês de derramamento de sangue". Enquanto isso, uma nova mesa de negociações foi aberta nesta segunda-feira no Cairo, de acordo com fontes egípcias. As conversações contarão com a participação de mediadores do Catar e dos Estados Unidos, com uma delegação de representantes do Hamas. As conversações têm como objetivo abordar os resultados do encontro de Paris, no final de fevereiro, sobre a obtenção de um cessar-fogo e a troca de prisioneiros e reféns, mas, acima de tudo, colocar um fim às operações militares israelenses em Gaza, garantir o retorno dos palestinos deslocados para suas casas e facilitar a entrada de ajuda humanitária na Faixa.


Ajuda à população

De acordo com o último balanço do Hamas, o conflito já custou a vida de 31.112 pessoas, a maioria delas civis. A ONU, que alertou que a fome generalizada é "quase inevitável" no território, insiste que as entregas de ajudas por via aérea ou marítima não podem substituir as entregas por terra, que devem entrar por Rafah, na fronteira com o Egito. Ao mesmo tempo, há uma espera pela partida do navio “Open Arms”, que deveria ter zarpado de Chipre no domingo com uma carga de ajuda para Gaza. Isso foi relatado por funcionários da ONG. "A situação é fluida e está evoluindo rapidamente", disseram os funcionários da “Open Arms”, que deve transportar 200 toneladas de alimentos para a Faixa de Gaza, incluindo arroz, farinha, carne e peixe. Por motivos de segurança, o governo de Chipre não divulgará o horário de partida do navio, no entanto, há atualmente algumas dificuldades técnicas que impedem sua partida, conforme relatado pelo jornal “The Guardian”. O atraso na partida do navio humanitário destaca a complexidade da entrega de ajuda a Gaza por meios não convencionais. Enquanto isso, espera-se que a ajuda chegue do Marrocos. Seis aviões de transporte pousarão no aeroporto Ben Gurion hoje para reabastecer antes de decolar para levar suprimentos humanitários ao norte da Faixa. O lançamento da ajuda será coordenado com Israel e ocorrerá no primeiro dia do Ramadã.


Por Silvia Giovanrosa – Vatican News

 

 

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